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Quer que amem sua marca? Comece respeitando seu consumidor.

Muitos profissionais de marketing se sentem felizes quando seu produto é comprado. Justo. Afinal, trabalhamos para isso, correto? Bem... depende de como você entende como sua missão enquanto profissional de marketing. Compartilho aqui a minha verdade.


Verdade que está pautada no respeito à marca e a quem nos escolhe, acima de tudo, para que depois sejamos amados, gerando não consumidores mas embaixadores. 


Entendo que ter nosso produto comprado seja apenas uma dentre várias etapas:


  1. Primeiro, depois de conhecidos, devemos ser considerados dentre uma das opções que respondam às necessidades do consumidor.

  2. Depois, precisamos estar disponíveis e atraentes no local onde nosso produto pode ser encontrado e escolhido.

  3. Na sequência, a experiência gerada pelo que foi comprado deve ser positiva e se possível acima das expectativas.

  4. E não para por aí: é vital conquistar a divulgação do consumidor a terceiros, seja boca a boca, seja redes sociais, sobre a experiência que ele teve. Pronto? Não.

  5. Precisamos ser recomprados. E recomprados. E recomprados. E importante: gerando lucro para nós e para o canal (no caso de haver um intermediário varejista).


Qual a etapa talvez mais importante? Todas. Mas o mais importante é o que permeia todas as etapas:


A construção de uma marca se faz em todo "path to purchase", em toda jornada e vai, etapa a etapa, construindo uma percepção que culminará no que chamamos "MARCA".

Portanto, se contentar com ser comprado, apenas, é se contentar com pouco e é um risco dado que se coloca de forma consciente num estado de cegueira perigoso. 


O que fazer então? Conscientemente se preocupar com a construção da marca para gerar esse interesse, essa compra, o encantamento, a divulgação e a recompra. Para sempre. Por isso defendo o conceito de presidente de produto e não gerente de produto. A semântica faz toda a diferença na forma como lidamos com o que gerimos e com quem nos comprará.


Como se constrói uma marca? Bem... resposta longa. Mas posso responder como duas pergunta:


É possível amar alguém que não nos respeita? Da mesma forma, é possível amar uma marca que não nos respeita?

Respeito, no caso de uma marca e/ou produto, pode incluir:


  • a cadeia de suprimentos para a produção desse produto respeitando o meio-ambiente e o ser humano que o produziu direta ou indiretamente

  • os testes feitos na concepção desse produto

  • a remuneração justa com relações de trabalho honestas e transparentes da empresa com seus fornecedores e parceiros

  • o entendimento das necessidades do consumidor sem querer forçar uma situação com foco unicamente comercial

  • a forma pela qual a marca nos retrata em sua comunicação

  • os claims utilizados na embalagem

  • as necessidades às quais o produto está endereçando

  • e tantas outras possibilidades


O respeito que temos de ter com a pessoa no estado "usuário" e no estado "shopper" é fundamental e pautará a relação que essa pessoa terá com nossa marca.


Sabe aquela máxima "é dando que se recebe"? É por aí.


É mais ou menos como criamos as crianças. Cada palavra, cada movimento, tudo fará parte da construção dessa vidinha. E tudo começa pelo respeito. Se há respeito, há espaço para o resto. Sem respeito, não há espaço para se amar.


  • Quanto estamos respeitando quem nos escolhe?

  • Quanto de respeito à nossa marca estamos construindo em quem nos escolhe?


Sem isso, a marca não será amada e nosso discurso de amar quem nos escolhe será falso. O amor a uma marca é o estágio ideal no qual temos não apenas "escolhedores" e usuários ou consumidores mas embaixadores e corações e mentes fidelizadas. Mas há muito a se conquistar (e se oferecer) antes do amor.


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Sobre o autor: Christian Abramson, founder e diretor executivo da cübik consulting, empresa com serviços de consultoria, CMO as a service, palestras e advisorship para empresas e executivos de pequenas, médias e grandes corporações. Mais de 27 anos de experiência nas áreas de marketing, insights / inteligência de mercado e trade marketing, tanto de multinacionais quanto de startups.

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